Isto não é um domingo, é um crematório.
O vento é o bafo de algum forno aéreo.
Cada trabalho é um desperdício inglório,
Tem cada esforço a marca de um cautério.
Mas, afinal de contas, cebolório!
Quem, clima tal, pode levar a sério?
Sinto na alma o tostado do Sertório,
E na pele o queimado do Hemetério.
O Hemetério dá assunto... Mas precário.
Dizer-se que ele é branco e é preto o lírio?
Desse tema já tem ele um rosário.
Estes “Salpicos” são o meu martírio!
Ah! Lembro agora o nosso pobre erário:
O Pandiá, finalmente, é grego ou sírio?