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1866–1918

CONTO-DO-VIGÁRIO ÀS AVESSAS

Emílio Nunes Correia de Meneses

Passou-me o Altino o conto-do-vigário... Tudo o que dele meu ouvido ouviu Antes de ouvi-lo, ouvindo-o era um rosário De estofados chavões ao desafie.

Medíocre, enfatuado, autoritário. Gosta ele de humilhar o alheio brio, Diziam, apesar juízo contrário De Sousa Dantas e do João do Rio.

Tinha, centra ele, atrás da orelha a pulga: Assim faz quem palmilha errada pista Ou leis alheias, sem as ler, promulga. Mas hoje, por direito de conquista,

Tem a minha opinião que, calma, e julga Um perfeito arcabouço de estadista.

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