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1866–1918

A. M.

Emílio Nunes Correia de Meneses

Sei-te médico, há três ou quatro dias. Passaste a ser, a sério, o Doutor Fontes, E eu bem desejo, amigo, que me contes Se tens novas ideias e teorias.

Vais alienar as velhas simpatias? Vais estreitar teus largos horizontes? Os idílios, por vales e por montes, Cedem os passos às polipatias?

Não creio que a tua musa a isso resista. E em ti prevejo um sábio tão profundo Quanto já és um poderoso artista! Em curas, sê, qual na Arte, tão fecundo,

E serás, por direito de conquista, O primeiro dos médicos do mundo!

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