Sei-te médico, há três ou quatro dias.
Passaste a ser, a sério, o Doutor Fontes,
E eu bem desejo, amigo, que me contes
Se tens novas ideias e teorias.
Vais alienar as velhas simpatias?
Vais estreitar teus largos horizontes?
Os idílios, por vales e por montes,
Cedem os passos às polipatias?
Não creio que a tua musa a isso resista.
E em ti prevejo um sábio tão profundo
Quanto já és um poderoso artista!
Em curas, sê, qual na Arte, tão fecundo,
E serás, por direito de conquista,
O primeiro dos médicos do mundo!