Para o teu nome a fórmula sintética
Vou fazer, ó de Ulisses companheiro,
Sem fugir às leis clássicas da estética
E partindo da análise primeiro.
Tiraste os quatro pés (isto é dialética)
Do verso asclepiadeu e, prazenteiro,
Ao jâmbico emprestando rima poética,
Eis-te agora Asclepíades Jambeiro.
Dos quatro pés ficou-te a inteligência
Pois é nela que mora o asclepiadeu,
Diverso apenas pela desinência.
Da alma ao corpo a tua métrica desceu
E, conforme as leis da arte e as leis da ciência,
Dáctilo tens um pé e outro espondeu.