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1866–1918

A.A.

Emílio Nunes Correia de Meneses

Rumo ao mar! Eis a frase predileta De quem na Armada, hoje é senhor da pasta, E que, para poder tocar a meta, Mil tropeços, mil óbices afasta.

Mas o rumo ao bom senso é a linha reta De quem as verbas do Tesouro gasta. E tudo o mais é sonho de poeta. (Alexandrino é verso e isto não basta).

Mas se é verso, não seja verso branco, Pois facilmente a rima rica brota, A quem da inspiração tem porto franco. Olhe os bancos de areia nessa rota:

Se ela, no rumo ao mar, trepar num banco A Nau do Estado vai à bancarrota.

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