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1854–1932

XVI

Delminda Silveira de Sousa

De negro crepe funeral cortina Cobre do azul a mística pureza; Do sol desmaia a lúcida beleza, Envolta em luto a face peregrina.

Lá no Calvário, a multidão felina De pavor um momento fica presa; Silêncio!... Trevas!... Pasma a Natureza... Jesus a fronte dolorida inclina.

— “Meu Deus! Meu Deus! — por que me desamparas?...” Disse, e do fel as gotas mais amaras Molham-lhe a boca sequiosa, pura. Então, volvendo os olhos ao Infinito:

— “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” Na dor final terníssimo murmura!

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XVI · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove