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1854–1932

XV

Delminda Silveira de Sousa

Pálido, branco lírio maltratado, Teu corpo vejo, oh, divinal Jesus! Vejo teus belos olhos já sem luz, E o nácar de teus lábios desbotado.

O coração materno angustiado, Que aí palpitas ao sopé da Cruz, Nesse Amor que a minh’alma não traduz, Aquece o Filho teu enregelado!

Vem, Madalena, vem; o afeto santo Lavando-te a alma no crisol do pranto, Sócia te fez na Dor da Virgem pura. E tu, discípulo amado, vem, com ela,

Vem formar a trindade santa e bela Da mais sublime e ideal ternura!

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XV · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove