Pálido, branco lírio maltratado,
Teu corpo vejo, oh, divinal Jesus!
Vejo teus belos olhos já sem luz,
E o nácar de teus lábios desbotado.
O coração materno angustiado,
Que aí palpitas ao sopé da Cruz,
Nesse Amor que a minh’alma não traduz,
Aquece o Filho teu enregelado!
Vem, Madalena, vem; o afeto santo
Lavando-te a alma no crisol do pranto,
Sócia te fez na Dor da Virgem pura.
E tu, discípulo amado, vem, com ela,
Vem formar a trindade santa e bela
Da mais sublime e ideal ternura!