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1854–1932

XIV

Delminda Silveira de Sousa

Sobre a Cruz, com tamanha crueldade, Quis morrer o divino Redentor, Para ao mundo ensinar o santo Amor Da imortal, bendita Caridade.

— “Tenho sede” — Ele disse, mas quem lhe há de O lenitivo dar consolador?... Só de vinagre o fel, o amargor Teve, naquela atroz ansiedade!

Enquanto os que passavam motejando, Iam do Mártir divinal zombando Com vis ápodos e insolente riso, Ele ao bandido que a seu lado estava,

E contrito o perdão lhe suplicava, Prometia o eterno Paraíso.

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XIV · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove