Do cimo da montanha se avizinha,
Onde a Cruz deve ser de pronto erguida,
O Mártir que na íngreme subida
Sem forças já, com lentidão caminha.
Sua alma, pelas mágoas que continha,
Terceira vez sentiu desfalecida;
Sentiu que lhe faltava à débil vida
O doce alento que do Céu lhe vinha.
Exausto quase, tomba, ao fim na terra:
Um verdugo feroz os punhos cerra,
Outro, o arrasta e fere sem piedade!
E Jesus, sem queixumes, padecia
Os tormentos cruéis dessa agonia,
Só por salvar a ingrata humanidade!...