Verde mar da esperança, em tuas ondas
leva o róseo batel dos meus amores;
quero que no teu seio as minhas dores,
como um amigo piedoso, escondas.
Oh! Céu! — docel azul que te arredondas
sobre este abismo cheio d’esplendores,
mostra-me o íris de risonhas cores
neste infinito que constante sondas.
Ah! si eu pudesse, nestas águas puras,
perlas que a dor me dá ir desfiando
do meu colar d’infindas amarguras...
feliz iria, só de amor cuidando,
por entre flores e gentis verduras,
— meu coração sereno navegando!