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1854–1932

VIII

Delminda Silveira de Sousa

Com violência bruta levantado O Mártir pela dor desfalecido, Nem uma queixa tem, nem um gemido Do coração em mágoas afogado.

A custo os olhos abre; um “ai” magoado Entre ameaças chega-lhe, dorido; Volve o olhar sereno, amortecido... A mãe divisa em pranto amargurado.

Ela os braços lhe estende... O Filho, ao vê-la, Nos braços quer, embalde, recebê-la, Que mão cruel, sacrílega os separa! Do seio maternal explode um grito:

“Meu filho!”... e o eco morre no Infinito, Levando aos Céus aquela dor amara!...

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VIII · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove