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1854–1932

VII

Delminda Silveira de Sousa

A Cruz de enorme peso que sustenta Sobre os feridos ombros, o tortura; E segue pela rua da amargura, Levando na alma a dor que o desalenta.

Dos algozes a fúria mais aumenta, Vendo-o, exausto, cair na terra dura, Pendida a fronte de ideal brancura, Turvos os olhos de onde a luz se ausenta.

Em blasfêmias irrompe a turba irada. Enquanto à terra vil, ensanguentada Do precioso Sangue redentor, Jesus, unindo os lábios docemente,

Da Caridade a divinal semente Deixa, num beijo de piedoso amor!

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VII · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove