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1854–1932

VI

Delminda Silveira de Sousa

Humilde, manso toma a Cruz e ascende Do Calvário o aspérrimo caminho, O Mártir sem conforto, sem carinho Nessa amargura que sua alma rende.

A ímpia multidão que tanto o ofende, Impele-o pelo solo montezinho, Da fronte, ao penetrar de cada espinho, O rubro sangue em perlas se desprende.

Um coração piedoso ao fim encontra: Uma mulher que àquela dura afronta Bálsamo traz consolador e grato. Ela enxuga-lhe o rosto ensanguentado,

E na toalha fica-lhe estampado Do bom Jesus o nítido retrato!

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VI · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove