Caridade divina! — tu que és
ao Céu — Virtude que o Céu todo encanta,
na terra um anjo que da Cruz aos pés
recebeu de Jesus a bênção santa;
tu que sob o teu manto azul celeste
as pobres criancinhas desditosas,
com afeto de mãe sempre acolheste
da dor secando as lágrimas copiosas;
Oh! Caridade! — à minha pobre lira
vem ensinar o teu divino encanto!
Que o teu bafejo cândido a desfira
em melodias de celeste — canto!
Cantar eu quero o teu amor bendito;
o Amor de Jesus, — sublime, ardente;
esse que pelos Céus um dia escrito
foi, de um santo varão, n’alma fervente!