Arcanjos divinais, que os hinos santos
da Sião imortal cantais ferventes
de vossos plectros douro refulgentes,
dai-me um raio celeste aos pobres cantos!
Vós, que os lírios mimosos da Poesia
entre as urzes da terra desparzis,
a minh’alma banhai nessa harmonia
que das célicas harpas desferis.
Arcanjo da Poesia! — Ó Ser divino,
que do vate cristão preside aos cantos, —
unge meus versos c’os perfume santos
que os Magos foram dar ao Deus Menino!