Pendido o branco lírio tenro e lindo
n’aurora d’inocência, de doçura,
oh! que vida, que afetos, que ternura
imersos deixa num pesar infindo!
Que saudade cruel está pungindo
mataram o coração nesta amargura,
no-lo diga o gemer da rola pura
na soledade um terno amor carpindo!
Mas si a alma paterna em dor se agita
dentro do peito mais viril, mais forte,
só Deus o vê lá da Mansão bendita...
Lá onde o Arcanjo pálido da morte
num esplendor de luz santa, infinita
levou-lhe o anjo de ditosa sorte!