Oh! puro amor que de saudades vives,
vem rorejar de lágrimas a lousa
qu’este sepulcro cerra...
Oh! dor! Oh! funda dor! — não mais te avives
em meu peito, pois já no Céu repousa
Quem tanto amei na terra!
Morreste, oh, doce mãe! e, n’amargura
o peito de teus filhos extremosos
inda sangra de dor!
Ai! Deus não quis que a filial ternura
haurisse por mais tempo os dulçorosos
mimos do teu amor...
Morreste, oh, doce Mãe!... Porém, tu’alma
foi junto a Deus brilhar, na Eternidade,
— mais pura e radiosa —
do que a estrela gentil que em noite calma
do Céu nos vem trazer tua saudade
na meiga luz formosa!