No sopro da brisa que as folhas agita,
na onda que imita queixume sentido,
nos ais de meu peito que a mágoa consome
eu ouço o teu nome suave e querido!
N’aurora risonha de cores mimosas,
de lírios e rosas num lindo arrebol,
fulgura brilhante no céu estampado
teu nome dourado dos raios do sol!
No seio mimoso da rosa entreaberta
na linda coberta do prado florido,
eu vejo o teu nome, de aromas cercado
nas flores do prado, teu nome querido!
Vésper desponta, e no cristal das águas
da face linda estampa os esplendores:
vem, ó minha saudade! — oh, doces mágoas
do mimoso sonhar dos meus amores!
Agora que a avezinha sem receio
dorme entre as franças do salgueiro umbroso,
e o níveo bogari, abrindo o seio,
desprende aromas do botão mimoso,
— Vem, ó doce memória da ventura,
vem delir-me o pungir dos amargores!
Oh! vem!... desta hora meiga na tristura,
vem trazer-me o sonhar dos meus amores!...