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1854–1932

Sonho de amor

Delminda Silveira de Sousa

Eu reclinando a fronte no teu peito, dizia, na minh’alma embevecida: “— Este é o homem que eu amo, o meu eleito, deixa, deixa que assim se passe a vida!”

Se por teu coração compreendida fora essa voz do meu amor perfeito, ah! desse-mo esse longo abraço estreito em que à tu’alma foi minh’alma unida!

Mas... ilusão!... esse inefável gozo do Paraíso, no viver ditoso dum ideal e místico transporte, Um dia, cruelmente arrebatado

foi pelo sopro ríspido, gelado da implacável, despiedada Morte!

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