A brindar-vos — o Sol, do seu tesouro,
enviara os mais lindos raios d’ouro,
das altas regiões,
a que n’alfombra dos amenos prados,
das boninas, dos lírios perfumados,
abrissem os botões.
À noite, pela azul imensidade
as estrelas com doce claridade
sorririam no céu;
e a lua — virgem pálida, formosa,
a terra envolveria, carinhosa
na gaze do seu véu.
Também eu quis brindar-vos... e à Poesia,
pedi, — do seu diadema que fulgia,
aljôfares mimosos;
mas empenhadas tinha as joias belas,
— os jasmins perfumosos!