Ó pungitiva, intérmina saudade
das minhas tristes horas companheira,
voz do passado, desde a dor primeira
a ecoar na minha soledade!
Vem trazer-me o conforto à ansiedade
em que me deixou a morte traiçoeira
Meu coração, a minha vida inteira
a última flor ceifando d’Amizade!
Bendito sejas tu, consoladora,
terna saudade! Pungitiva, embora,
nos sonhos, vens, acalentar-me a dor!
Entre as flores, tu és a Flor do poeta:
Saudades, vinde o túmulo de Julieta
Cobrir nos sonhos do fraterno Amor!