Soberano Brasil! Pátria formosa! Si nesta data festival, grandiosa, Acorda a lira minha em teu louvor, É que, no coração leal e ardente
A Mulher brasileira também sente Vibrar da Pátria o generoso amor! Dos puros corações das valorosas Mães e filhas, irmãs, noivas e esposas
Voam Esperanças mil ao teu regaço; Depois... depois, nas páginas da História Elas à luz fulguram da tua glória, Como as estrelas pelo infindo espaço.
Pátria! venho trazer-te, neste dia, Da minha pobre lira n’harmonia A homenagem do meu grande amor! Salve! — formosa Pátria brasileira,
Estrela de Cabral, alvissareira, Flor das Nações, da Liberdade, — Flor! Um século há que a doce Liberdade Baixando da suprema Eternidade,
Num almo voo plácido, fagueiro, Veio pousar no solo brasileiro. Brasil, eras, então, escravo ainda; A Liberdade com ternura infinda
Beijou-te a sonhadora, altiva fronte, E apontando-te um límpido horizonte, Deu-te a Bandeira auri-virente, ufana, Livre Nação tornou-te Soberana
Foi nesta data... Oh! Data gloriosa Da Independência aurora venturosa! Ó— Sete de Setembro — eu te Saúdo, Da Pátria amada esplendoroso escudo!
Brasil — teu Centenário grandioso É da glória imortal penhor ditoso! — Salve, Brasil! Terra de Amor e Luz, Pátria gentil sagrada pela Cruz!
Oh! — Brasil desde o berço abençoado Pelo Cruzeiro no teu Céu gravado!
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