Na vastidão azul a Nau balança...
Sonha, Cabral fitando a imensidade;
E do Céu e do mar na soledade
Errante a vista escrutadora, cansa.
Um verde ramo, núncio d’esperança,
Voga, das águas na serenidade;
Pássaros cruzam pela claridade
Dos perfumados ares da bonança.
Além... além, ao lado do Ocidente,
Divisa o nauta, em júbilo fervente,
Dum alto monte o nítido perfil.
Já do mastro da gávea parte o grito:
— Terra! Terra! — E do seio do Infinito
Ergue-se um coração: — era o Brasil!