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1854–1932

SALVE, BRASIL!

Delminda Silveira de Sousa

Na vastidão azul a Nau balança... Sonha, Cabral fitando a imensidade; E do Céu e do mar na soledade Errante a vista escrutadora, cansa.

Um verde ramo, núncio d’esperança, Voga, das águas na serenidade; Pássaros cruzam pela claridade Dos perfumados ares da bonança.

Além... além, ao lado do Ocidente, Divisa o nauta, em júbilo fervente, Dum alto monte o nítido perfil. Já do mastro da gávea parte o grito:

— Terra! Terra! — E do seio do Infinito Ergue-se um coração: — era o Brasil!

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