Alta noite despertam sons festivos
o povo que dormia descuidado:
do ano velho o adeus triste e magoado
morre por entre os “salve!” redivivos!
Assoma a aurora: ó peitos expansivos,
qu’inda albergais venturas do passado,
saudai o novo ano festejado
com brindes de alegria, ardentes, vivos!
Eu também te saúdo, ano d’esperanças...
embora destes risos, destas danças,
destas festas minh’alma longe esteja...
Porém meu coração aos Céus implora
a ventura, e a paz consoladora
que a todos com fervor sincero almeja!