Mais uma aurora de glória
no Céu da pátria raiou,
que mais um nome na História
o livre império gravou!
Salve! — ó “Desterro” gentil,
berço da minha inocência!
Hoje a tua florescência
já não mancha a nódoa vil!
Sim; é teu nome adorado,
ó linda estrela do sul,
que brilha, de luz formado,
como o cruzeiro no azul!
Não, não mais do escravo há de
ouvir-se o pranto em teu seio;
té das aves o gorjeio
proclamarás — liberdade!
O auriverde pendão
que Castro Alves amou,
nas águas da redenção
lave a nódoa que o manchou!
Da liberdade no templo,
ó bravos catarinenses,
na glória dos Desterrenses,
já tendes o nobre exemplo!
Eia! na senda de luz
por vossos irmãos trilhada,
avante! é santa a cruzada
que a tanta glória conduz!
Sim! do sul a bela filha
que sobre as ondas descansa
seja livre como a esperança,
como a luz que no Céu brilha!