Vamos: — da Cruz nos braços piedosos,
abertos sempre a toda desventura,
vamos depor — emblemas de ternura —
do nosso afeto os mimos carinhosos.
Roxas violetas, goivos lutuosos,
brancas saudades, verde murta escura,
vamos depor na fria sepultura
onde orvalhos do Céu caem saudosos!
Faz hoje um mês!... Um mês de luto e prantos!...
— Triste recordação angustiosa
que em soluços trocaste alegres cantos,
e em vozes de saudade dolorosa
nossas conversações, nossos encantos,
nas horas de uma vida descuidosa!