Só, Madalena, o túmulo sagrado
de lágrimas regando, soluçava,
— que no frígido leito não pousava
do seu Jesus o corpo regelado.
O precioso nardo delicado,
no vão jazigo, triste derramava,
e a loira coma pelo chão rojava,
naquele chão do Sangue seu regado.
Eis que, na dor extrema, ao Céu piedoso
levando o olhar que a mágoa desfalece,
vê ante si um homem majestoso...
O belo rosto atenta, e estremece!
Ele a chama: ah!... no acento mavioso
a doce voz do Mestre reconhece!