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1854–1932

Raboni!

Delminda Silveira de Sousa

Só, Madalena, o túmulo sagrado de lágrimas regando, soluçava, — que no frígido leito não pousava do seu Jesus o corpo regelado.

O precioso nardo delicado, no vão jazigo, triste derramava, e a loira coma pelo chão rojava, naquele chão do Sangue seu regado.

Eis que, na dor extrema, ao Céu piedoso levando o olhar que a mágoa desfalece, vê ante si um homem majestoso... O belo rosto atenta, e estremece!

Ele a chama: ah!... no acento mavioso a doce voz do Mestre reconhece!

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