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1854–1932

Quantas vezes um suspiro

Delminda Silveira de Sousa

Quantas vezes um suspiro Traio que noss’alma sente! Quantas vezes no respiro da brisa vem um lamento!

no rumorejo do vento quantas vezes um suspiro! Assim no peito em que existe um coração meigo e triste,

um coração que não mente, foge a voz d’acerba dor no — ai — que, traindo amor traio que noss’alma sente!

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