Eis a luta tremenda! — o poderoso rio,
Amazonas ingente, em face do Oceano,
Defende o passo seu com indomável brio,
Com força de gigante a bravejar insano!
Mas não cede o Titã, o grande rei dos mares,
Que altivo se levanta em vagalhões possantes,
E com fragor medonho, a rebramar nos ares,
Impávido arremete as águas ululantes!
Bramindo retrocede o fluvial colosso;
Invade-lhe o oceano o enorme, fundo leito;
qual jaguar feroz vencendo horrível fosso,
Derruba, arrasta o que lhe vem de encontro ao peito.
E rugem fúrias mil da luta no fragor
Que os ecos a tremer vão longe reboar;
Após, silêncio augusto: — o rio vencedor.
Subjuga, humilha alfim, o soberano mar!