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1854–1932

Plenilúnio

Delminda Silveira de Sousa

Do ocaso arrebol pouco a pouco desmaia A natureza dorme; é do silêncio a hora. Marinha viração o mar sereno enflora De espúmeas ondas que lhe vão morrer à praia.

Um véu de argêntea luz por Céus e terra espraia O plenilúnio qual mimoso alvor de aurora; De um penedo à sombra alva barquinha ancora, E de saudade um canto o marinheiro ensaia.

Lá na amplidão azul a lua confidente Dos noivados de Amor, pela noite silente Derrama em doce luz os filtros da Poesia. A alma sonhadora em cismas adormece

E da saudade a dor que os sonhos entristece Repassa o coração de intensa nostalgia.

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Plenilúnio · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove