Tens olhos castanhos,
formosa Alaíde,
quem há que os olvide,
tão lindos assim?
Embora alguém diga:
— celestes não são; —
eu provo-o, serão,
divinos, por fim!
São tantos os anjos
que a Virgem rodeiam,
que em torno vagueiam
do Sólio de Deus,
que, certo, algum deles,
terá, graciosos,
os olhos formosos
da cor destes teus!
E eu creio, Alaíde,
florinha singela,
que o anjo que vela
teus sonhos, oh! tem
os olhos brilhantes,
castanhos, tão belos!
e os lindos cabelos
castanhos também!
E penso, querida,
que à face mimosa
da mãe amorosa
que cinge-te ao peito,
também se assemelha
o rosto peregrino
do anjo divino
que vela o teu leito!
Formosa Alaíde,
teus olhos tão belos,
teus lindos cabelos,
são de anjo, são, sim!
Nem mesmo há quem diga
não serem celestes
uns olhos como estes
tão lindos assim!