Oh! flor da soledade! Oh! Violeta
singela e triste do sombrio val!
A nuvem de medonho temporal
que pelo céu passou, deixou-te inquieta...
Tremes ao sopro do favônio brando,
pendes a meiga fronte gotejante
se no Oriente assoma o sol brilhante,
se o beija-flor as rosas vai beijando.
Melancólica flor! Risonha, outrora,
no casto fruir de juvenis folganças, —
que é do teu ideal? das esperanças
que o teu viver não mais te of’rece agora?...
Vais pela vida como tenra folha
que o tufão desprendeu do tronco forte,
qual pelo Oceano, sem fanal, sem norte,
pobre batel sem porto que o recolha!
Oh, flor da Soledade! oh!, flor mimosa!
Meiga saudade sombra do cipreste;
quem te dará à alma dolorosa
o tesouro d’afetos que perdeste?! —