Turbado e triste o olhar, pendida enuviada
a fronte, incerta o passo, a caminhar sem Norte,
seguia o viajor da vida pela estrada
abrupta e fatal, que lhe traçara a sorte.
Que imensa solidão sem nada que o conforte!
Parar... mas, para o quê?... prossegue a caminhada:
impele-o o turbilhão (é força que o suporte)
ao mundo sem piedade, à vida amargurada!
Mas... súbito, parou!... Consoladora e pura,
avista no sarçal, mostrando-lhe a ventura,
os risos, a esperança — uma singela flor.
Sorriu-se o viageiro... e a alma sequiosa
no seio virginal da terna flor mimosa
encontra alfim o mel do mais perfeito amor!