Oh, bálsamo de amor, clarão sereno
de mística ternura
derrama-te em minh’alma, — sol ameno
que envolve a rosa pura!
Vaza-me todo o amor de que é repleto
um coração ardente;
Oh! traduz-me esse idílio por completo,
— linguagem que não mente!
Doce e plácido olhar — luz de bonança
tão cheio de fulgor,
não me dás em teu raio uma esperança,
mas és meu sol de amor!
Vem, no meu coração — flor do martírio —
que se abre rubra e pura,
Vem cair como orvalho sobre um lírio,
— eflúvio de ternura!
Oh! Por ti que viver e morrer quero
— doce e plácido olhar; —
de ti, somente a dor, a morte espero,
mas amo este penar!
Doce e plácido olhar, minh’alma beija,
Como o sol beija a flor;
eu sou o lírio que o teu raio almeja,
tu és meu sol de amor!