Virtude, afetos, inocência, esperanças, —
Oceano cruel, fera bravia,
na mortalha d’espumas, branca, fria,
envolves tudo, e no profundo lanças!
Ai!... não ouviste o pranto das crianças?
E das mães, e das mães, todo agonia
por essa vastidão, atra, sombria,
por esse abismo de feras lembranças!...
Deus! oh, meu Deus!... Àquelas pobres almas
que no horror do mar tão verdes palmas
colheram, dos martírios por troféu,
abri, Senhor da Eternidade o seio,
e d’eleitos espíritos no meio,
dai-lhes a paz, a doce paz do Céu!