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1854–1932

O naufrágio do “Sírio”

Delminda Silveira de Sousa

Virtude, afetos, inocência, esperanças, — Oceano cruel, fera bravia, na mortalha d’espumas, branca, fria, envolves tudo, e no profundo lanças!

Ai!... não ouviste o pranto das crianças? E das mães, e das mães, todo agonia por essa vastidão, atra, sombria, por esse abismo de feras lembranças!...

Deus! oh, meu Deus!... Àquelas pobres almas que no horror do mar tão verdes palmas colheram, dos martírios por troféu, abri, Senhor da Eternidade o seio,

e d’eleitos espíritos no meio, dai-lhes a paz, a doce paz do Céu!

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