A estrela mais gentil, A Estrela do Oriente
Nos vales de Belém derrama a luz fulgente:
E o berço de Jesus os raios seus aquecem
E como brácteas d’ouro as palhas resplandecem.
Adoram-no os Reis, e o divinal Jesus
Repousa num altar de flores e de luz;
E do anjo ao pastor, ao irracional,
Um culto se levanta ao Infante imortal!
“Glória nos Céus a Deus! Paz aos homens na terra!”
Eis o hino de amor que vai de serra em serra.
Di-lo o boi, a ovelha em trêmulo balido
E o galo festival no canto repetido!
Salve! — Ó Dia bendito, inolvidável Dia
Em que nasceu Jesus — o Filho de Maria!
Humilde e pobre qual humílimo pastor,
— Ele! — o Deus imortal! Ele! — o Deus Redentor!