Ao sopro do vento sul,
Soltei o meu papagaio,
Que subiu ao Céu azul
Logo do primeiro ensaio.
Feito de papel dourado,
É mais lindo, mais garrido
Que o papagaio estimado
De verdes penas vestido.
— Papagaio de papel —
Eu posso tê-lo na mão.
Que bico não tem cruel.
Para vir ferir-me... não!
Oh! sobe, meu papagaio,
Sobe, além da verde serra:
Vai ao sol pedir um raio
Para dourar minha terra!