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1854–1932

O meu papagaio

Delminda Silveira de Sousa

Ao sopro do vento sul, Soltei o meu papagaio, Que subiu ao Céu azul Logo do primeiro ensaio.

Feito de papel dourado, É mais lindo, mais garrido Que o papagaio estimado De verdes penas vestido.

— Papagaio de papel — Eu posso tê-lo na mão. Que bico não tem cruel. Para vir ferir-me... não!

Oh! sobe, meu papagaio, Sobe, além da verde serra: Vai ao sol pedir um raio Para dourar minha terra!

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