Rico de afetos, cheio de doçura
foste, ó meu lar, — jardim de meigas flores!
Minha mãe era o anjo dos amores
e minha irmã — a flor mais bela e pura!
Tanta paz, tanto amor, tanta ternura
os meus dias tornavam encantadores!
E qu’esp’ranças, meu Deus! e qu’esplendores
no meu viver mostrava-me a ventura...
Mas, foi tudo ilusão! Tudo deixou-me,
e todos os que amei despareceram,
só a lembrança vívida ficou-me!...
E eu, — entre as saudades que nasceram,
choro na solidão que atrás restou-me
o meu lar, os meus sonhos que morreram!...