No porte a distinção nobre e correta,
cheia da graça natural que encanta;
nos olhos — doce luz que me aquebranta,
— um reverbero d’alma de Poeta.
Como o canto materno que aquieta
febril infante co’a harmonia santa,
derrama a sua voz doçura tanta,
que a negra dor não mais minh’alma afeta.
Tudo o que eu penso, vejo em seus pensares;
prefere o gosto seu tudo qu’eu amo;
são como os meus seus íntimos pesares...
e eu — louca, louca! — o meu ideal — lhe chamo!
mas se existe a visão dos meus sonhares,
embalde em seu amor meu peito inflamo!...