Vês como é linda a copa esmeraldina
daquele bosque d’árvores frondosas!
Corimbos d’ouro, de lilás e rosas
pendem da velha arcada bizantina.
A parasita agreste ali s’inclina
revestida das flores perfumosas;
balançam trepadeiras graciosas
ao perpassar da brisa matutina.
Rompe a manhã: a Natureza esplende!
Penetra a balsa, numa faixa d’ouro
a luz mimosa que o Levante acende.
Lá no trigal suavemente louro,
pássaros cantam sob o véu qu’estende
o sol abrindo virginal tesouro!