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1854–1932

O AEROPLANO

Delminda Silveira de Sousa

Passa nos ares, vai, de audácias pleno, Cortando o espaço azul, qual ave estranha, Asas abertas, afrontando a sanha Dos vendavais, impávido, sereno.

Sobe mais... sobe mais. Num tempo ameno, Quando o Universo a luz celeste banha, Mais coragem, mais força e aplausos ganha Da glória ousado ao sugestivo aceno.

Águia do espaço, vai ao sol radioso, Soberano da Luz, vai, portentoso, Saudar altivo, nos domínios seus. Da humana inteligência, o belo invento,

Proclama, atesta nesse grão portento, A Ciência, o Poder do Eterno Deus!

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