Passa nos ares, vai, de audácias pleno,
Cortando o espaço azul, qual ave estranha,
Asas abertas, afrontando a sanha
Dos vendavais, impávido, sereno.
Sobe mais... sobe mais. Num tempo ameno,
Quando o Universo a luz celeste banha,
Mais coragem, mais força e aplausos ganha
Da glória ousado ao sugestivo aceno.
Águia do espaço, vai ao sol radioso,
Soberano da Luz, vai, portentoso,
Saudar altivo, nos domínios seus.
Da humana inteligência, o belo invento,
Proclama, atesta nesse grão portento,
A Ciência, o Poder do Eterno Deus!