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1854–1932

NUM DIA DE CHUVA

Delminda Silveira de Sousa

Vem contemplar comigo a Natureza, Sob este véu de lágrimas espesso, Onde das rosas a gentil beleza? Onde o amor do beija-flor travesso?...

A chuva cai em túrbido arremesso; Do Céu não vejo a ideal turqueza; Serras e mar envoltos na tristeza... Meu coração de mágoa e tédio opresso!

Ninho desfeitos, flores desfolhadas, Aves fugindo, e o vento nas quebradas A perpassar, nas frondes a gemer... E tu, ó sol, não vens, meigo, piedoso,

A ave, a flor, o ninho melindroso, Com teus afagos, tépido aquecer!...

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NUM DIA DE CHUVA · Delminda Silveira de Sousa · Poetry Cove