Qual tenro branco lírio melindroso
Pelo tempo inclemente maltratado,
Pendeu seu débil corpo fatigado
Nas lutas de um sofrer despiedoso.
E quando a Imagem de celeste Esposo
Seu meigo olhar fitava extasiado
Foi-se-lhe o espírito para Deus banhado
Na luz serena de um amor ditoso!
Grata visão belíssima, divina!
No feito a Jesus a fronte inclina
A Virge’ envolta num brilhante véu,
E junto ao coração do eleito amado
À Glória sobe ao místico noivado
A alma feliz — gentil noiva do Céu.