Diante deste túmulo, que encerra
Os despojos mortais de quem na terra
Um bom amigo foi, um justo, um crente,
Todos vós que tivestes seus desvelos,
O preito de gratidão, vinde, singelos,
Render-lhe aqui numa oração fervente!
Descansa, lutador! — tu, que na vida
Uma senda de espinhos mal florida
Apercorrer tiveste em dura sorte,
Rosas de luz celeste, peregrina,
Terás, decerto, na Mansão Divina,
Entre os eleitos, em bendita coorte!
Sim, — pois se a alma que sofreu serena
Com fé e resignação, vida penosa,
Há de, no Céu, gozar ventura plena
Uma c’roa imortal, esplendorosa,
Tu, ó excelso espírito formoso,
Entre os justos cingiste, glorioso
Lá do Eterno na Mansão ditosa!