Do virente Olival à sombra escura,
Jesus prostrou-se e, triste, ao Céu formoso
levando o meigo olhar, terno, ansioso,
com voz serena e branda assim murmura:
— “Fica minh’alma imersa na tristura,
até que a morte traga-me o repouso.
Meu Pai! Meu Pai! Oh! Deus tão Poderoso,
de mim passa esse cálix de amargura!
Mas... não! — que toda mágoa sofreria
teu filho, por cumprir tua Vontade
na terra, qual nos Céus a cumpriria!”
— E no ardor da divina Caridade,
sorve o fel que enche a taça d’agonia,
— mártir do Amor à ingrata humanidade!