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1854–1932

No campo

Delminda Silveira de Sousa

Ar perfumado por silvestres flores, sombras amenas de virentes franças, trepadeiras gentis em verdes tranças de onde pendem corimbos multicores;

frutos, ninho, mimosos beija-flores, borboletas, gorjeios d’aves mansas; murmúrios d’água, ternas esperanças no solo arado pelos lavradores.

Como tudo isto é grato e benfazejo! qu’instantes eu teria deleitosos, nesse Éden onde vaga o meu desejo!... Onde eu quisera, em dias venturosos,

feliz gozar quanto em meus sonhos vejo, e morrer a sonhar mais puros gozos!

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