Ar perfumado por silvestres flores,
Sombras amenas de virentes franças,
Mil trepadeiras cujas verdes tranças
Donde corimbos pendem, multicores;
Frutos e ninho, ledos beija-flores
E borboletas, canos d’aves mansas,
Murmúrios d’água, tenras esperanças
No solo arado pelos lavradores.
Como tudo isso é grato e benfazejo!
Que instantes eu teria, deleitosos,
Nesse Éden onde vaga o meu desejo!
Onde eu quisera, em dias venturosos,
Feliz gozar quanto nos sonhos vejo,
E morrer a sonhar mais puros gozos!