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1854–1932

No álbum de uma amiga

Delminda Silveira de Sousa

Si longe dos meus olhos quis o fado, Amável Catarina, conduzir-te, Uma flor de minh’alma, ao despedir-te, Deixa que eu plante no teu seio amado;

Aceita-a e cultiva-a com cuidado... De tu’alma no cofre da — Amizade, Encerra a pura flor: — guarda a Saudade! A gentil madressilva desfalece,

Murcha o lírio, desfolha-se a bonina, Instantes vive a rosa peregrina, Zomba o Norte da palma que floresce; Acima destas flores, porém, vê-se

Divino lírio d’alma que perdura... E da — Amizade — a flor singela e pura!

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