Pelos vales de Belém.
vai, também,
Ó minh’alma sonhadora;
Segue por esse caminho
montezinho
que a Estrela dos Magos doura.
Que perfumes delicados
derramados
nesses ares luminosos!
Dos passarinhos o canto
mais encanto
tem, nos trilos maviosos!
Das águas a voz suave
como d’ave
o inefável gorjeio,
repete o nome divino
do Menino
que para salvar-nos veio!
Num presépio sobre palhas,
sem toalhas,
sem faixas, sem cobertura,
repousa Jesus infante,
radiante
Luz d’eterna formosura!
As secas páveas de trigo
pobre abrigo
ao corpo seu divinal;
são fitas d’ouro brilhando,
fulgurando
dum brilho celestial!
Eis chegam os Magos famosos,
reis poderosos
que lá do Oriente vêm,
vassalagem
submissa render também!
Exulta a Virgem formosa,
Mãe ditosa,
o tenro Infante sorri...
Que harmonias! Que louvores,
Que esplendores
ao Céu s’elevam dali!
“Gloria a Deus nas Alturas!”
Paz, ventura,
enchem a terra d’alegria!
Nasceu Jesus Redentor,
Salvador
que Deus aos homens envia!