Por esta praia d’alva e fina areia
donde o soberbo, túrbido oceano
pródigo entorna, a cada maré cheia,
tesouros d’opulento soberano.
Essas conchinhas qu’ele aí semeia
como pétalas de rosa, altivo, ufano,
vamos colhê-las; vamos que se alteia
da vaga o dorso ao vento sul insano.
A noite cai... desmaia o ocaso lindo;
como este sol que vai do céu fugindo
lá nas profundas águas s’esconder,
É esse amor da alma do poeta
— Sonho que vai dum coração de esteta
no fundo mar das lágrimas morrer!